Como é Estudar e Trabalhar com Cinema em Los Angeles – Documentário Completo

Sinopse

Los Angeles sempre foi considerada a capital do cinema e muitas pessoas sonham em trabalhar nesse lugar. Mas já pensou no que fazer para chegar lá?
Ao entrarmos no mundo dos festivais, escolas e mercado de cinema em Hollywood, percebemos o quão importante é, nos arriscarmos quando queremos muito algo.

Atitude e Carreira

Você já pensou como é trabalhar ou estudar cinema em Los Angeles?

Aline Firmo é brasileira, mora em Los Angeles há 2 anos e é atriz e produtora. No Brasil, ela trabalhava na área financeira e estudava teatro, porém, viu que sua real paixão era ser atriz. Mesmo sabendo dos desafios da carreira, resolveu então seguir seu sonho e ir, segundo ela, para a cidade onde os filmes acontecem.

No festival de cinema Arpa, em Hollywood, encontramos com Aline e em meio à sua apresentação, a atriz comenta critérios que são essenciais para você trabalhar com cinema em L.A. “Aqui todo mundo é ator, desde o taxista, babá, garçonete. Além de ator o que você é?”.

Ao percebermos que os atores de lá precisam ter um diferencial para garantir sucesso, entrevistamos o produtor do festival, Anthony Esposito, que também estava no festival. Ele comenta que a melhor forma de começar na indústria do cinema, é começar de baixo ir crescendo, buscando trabalhos maiores.
Conhecendo as histórias do Anthony e Aline, percebemos a importância de começar sem querer “pular as primeiras etapas” e simplesmente tentar sem ter medo de receber um “não”. É preciso dar a cara a tapa, assim como a Aline que começou trabalhando de garçonete para pagar seus estudos e hoje se tornou uma atriz e produtora que participa de festivais internacionais.
O Mercado, Festivais e Financiamento

Poucas pessoas sabem, mas Los Angeles foi escolhida para ser um dos maiores centros cinematográficos do mundo, por questões geográficas e climáticas. Lá podemos produzir filmes com um clima ensolarado e em diversos tipos de paisagens, que vão do centro urbano ao deserto da estrada de Las Vegas.

O último evento do festival Arpa, que Anthony Esposito organiza, teve 56 filmes de 23 países, sendo um lugar multicultural, onde as pessoas que trabalham com cinema podem fazer contatos e exibir seus filmes. “Sempre levantamos fundos para o festival com patrocinadores. É uma organização sem fins lucrativos”.

O American Film Festival contribui para o mercado de cinema, fazendo uma ponte entre as produtoras e distribuidoras de conteúdo. Dentro da feira, achamos o stand de Okinawa, do Japão, pelo qual subsidia até 50% de um filme, não passando de 300.000 dólares. Além disso, o filme precisa ser gravado em Okinawa e coproduzido em uma produtora local, movimentando a economia e o turismo da região.

A SpCine, é um exemplo de empresa pública feita para incentivar o cinema nacional, principalmente na cidade de São Paulo. Para se fazer um filme na capital paulista, as equipes pequenas possuíam grande dificuldade para conseguir autorização. Hoje em dia, elas conseguem produzir de graça, sem muitas complicações, graças a essa empresa.

Sendo assim, há uma grande busca de cidades que desejam ser cenários de filmes, para uma maior visibilidade e turismo local. Um exemplo é a produção Game of Thrones, onde lugares de todo mundo investem na série da HBO.

Escolas e Formação

Estudar cinema em Los Angeles tem suas vantagens, como a escola New York Film Academy, que fica ao lado do prédio da Warner Bros. Lá, os cursos variam de uma semana até um ou dois anos, sendo mais barato e prático do que uma faculdade tradicional.

O IMDB, é um site sobre atores, filmes, diretores e profissionais da área. Aline Firmo, diz que a forma mais fácil de conhecer um ator e mostrar o que eles estão fazendo ou já fizeram é pelo site, não importando aonde você estudou.

A New York Film Academy, diz que na universidade as pessoas demoram muito tempo para aprender a praticar, com matérias mais teóricas. A escola fala que em seus cursos, as pessoas já filmam e participam de cenas de gravação na primeira semana, aprendendo a trabalhar na prática. “Se você fez os melhores cursos de teatro, nada interessa, o que interessa é o diretor/escritor gostar de você no teste”, diz Aline.

Além dessas diferenças com relação a outros centros de estudo em cinema, as pessoas que entram nos cursos da New York Film Academy, precisam se dedicar de 6 a 8 horas por dia, precisando até de visto de estudante para ir do Brasil para lá. O networking (rede de contatos), ao fazer os cursos, não é forte com os americanos e profissionais de Los Angeles, sendo que os alunos conhecem mais pessoas de outras regiões do mundo, que estão lá afim de fazer cinema.

Nesse episódio também é falado como o teste de atores nos EUA é muito mais aberto que no Brasil, tendo sites específicos que você tem apenas o trabalho de se cadastrar, como: Ellen Casting e Actor Access. Aline também comenta que lá as pessoas te encorajam mais a fazer e não esperar ter o melhor/perfeito cenário.

Anthony Esposito, acredita que muito ainda pode ser melhorado sobre o cinema nos Estados Unidos. Ele comenta que a internet e os diferentes tipos de mídia, são os grandes responsáveis pela evolução dessa indústria que conhecemos hoje. “As redes sociais se popularizaram e ficaram famosas, há vários mercados midiáticos, como por exemplo canais no Youtube e muitas maneiras de fazer streaming.”

A visão dos americanos para atingir seus objetivos na carreira profissional, pode ser muito diferente da cultura brasileira. A expressão “Self Made Man”, ou “o homem que se faz sozinho”, é um dos exemplos dessa característica, pois percebemos que eles não procuram depender do Estado para crescer, e sim deles mesmos. Já aqui no Brasil culpa-se o governo e as empresas pela falta de emprego em sua área de formação.

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